Atlas da Violência: Bahia registra o maior número absoluto de homicídios do país e concentra municípios entre os mais violentos
- 26 de mai.
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Os dados divulgados pelo Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, trazem um diagnóstico profundo e preocupante sobre a segurança pública no país. Conforme o relatório, a Bahia lidera nacionalmente em números absolutos de mortes violentas, registrando 6.061 ocorrências. O levantamento aponta que a taxa estadual atingiu 40,9 homicídios por cada 100 mil habitantes, um índice que representa mais do que o dobro da média nacional, fixada em 20,1.
Embora o Brasil tenha registrado uma redução geral de 6,9% nos homicídios — alcançando a menor marca de sua série histórica —, a concentração da violência letal permanece acentuada nas regiões Norte e Nordeste, com forte impacto no território baiano.
Cidades Baianas no Topo do Ranking Nacional
O estudo detalha os municípios com mais de 100 mil habitantes e expõe a gravidade da situação em importantes polos econômicos e regionais da Bahia. No cenário nacional, a cidade de Jequié, no sudoeste do estado, aparece na segunda posição de maior vulnerabilidade, com uma taxa estimada em 79,4 mortes por 100 mil habitantes.
Logo em seguida, outras localidades baianas figuram com indicadores elevados no topo da lista:
Posição Nacional | Município Baiano | Taxa de Homicídios (por 100 mil/hab) |
2º | 📍 Jequié | 79,4 |
- | 📍 Juazeiro | 71,1 |
- | 📍 Feira de Santana | 67,0 |
- | 📍 Porto Seguro | 64,6 |
- | 📍 Simões Filho | 64,0 |
- | 📍 Camaçari | 62,9 |
Juazeiro: 71,1 homicídios por 100 mil habitantes;
Feira de Santana: 67,0 homicídios por 100 mil habitantes;
Porto Seguro: 64,6 homicídios por 100 mil habitantes;
Simões Filho: 64,0 homicídios por 100 mil habitantes;
Camaçari: 62,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Especialistas e autoridades em segurança pública destacam que esses indicadores são reflexos diretos da atuação de organizações ligadas ao tráfico de drogas e disputas territoriais, ressaltando a urgência de políticas integradas que combinem ações policiais ostensivas com investimentos robustos em infraestrutura social, educação e emprego para os jovens.





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